Sexta-feira, Março 31, 2006

ANIMADA: “O Tigre e a Neve”



«O Tigre e a Neve» conta com o contributo de Roberto Benigni, tanto na realização como protagonista. A comédia estreou esta quinta-feira nas salas de cinema do País.

Esta é uma história de amor, no sentido lato, apostada em falar de um sentimento puro e verdadeiro que sobrevive a todas as adversidades circunstanciais, que muda, altera e dá significado a tudo. Para o ilustrar, Roberto Benigni ensaia uma história ambientada no ano de 2003, com a guerra no Iraque, cada vez mais ameaçadora, como pano de fundo.Como em qualquer história clássica, a oposição está presente, neste caso através da forma como são retratados dois sítios diferentes e as suas realidades: uma Roma bela, clássica e opulenta, onde vivem as duas personagens centrais, opõe-se a uma Bagdad deprimida e em guerra, para onde a “Julieta” desta história parte e onde “Romeu” a irá resgatar. Em ambos os cenários, o amor entre Attilio (Roberto Benigni), um poeta irracionalmente apaixonado, e Vittoria (Nicoletta Braschi) tenta sobreviver. Numa cidade desprotegida e onde já tudo foi ostracizado, o amor pode ser a única salvação. A poesia está sempre presente, talvez para fazer vingar a máxima que diz que o amor é dos poetas.
No elenco desta comédia temos como protagonistas Roberto Benigni e Nicoletta Braschi e nomes como Jean Reno, Tom Waits, Emília Fox que participam nesta comédia italiana com duração de 114 minutos.

EXPOSTA: Frida Kahlo no CCB


Exposição de Frida Kahlo 51 anos após a sua morte pode ser vista no Centro Cultural de Belém até ao dia 21 de Maio.

Depois da Tate Modern de Londres e da Fundación Caixa Galicia, em Santiago de Compostela, é a vez de Lisboa receber a maior e mais completa exposição sobre Frida Kahlo realizada nas últimas décadas, com obras provenientes do Museu Dolores Olmedo, no México a colecção mais importante que existe no mundo sobre a genial artista mexicana.
Frida Kahlo (1907-1954) continua a exercer um enorme fascínio pela sua arte controversa, os seus amores difíceis e o seu sofrimento físico. Amante da cultura mexicana, em especial do mundo Azteca, esta artista autodidacta, descreveu o seu drama pessoal de forma muito crítica, através da figuração e da cor que utilizou de forma vibrante. Os seus quadros reflectiam o momento pelo qual passava e, apesar de muito "intensos", não eram Surrealistas como frequentemente foram designados – "Pensaram que eu era Surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei a minha própria realidade."Entre 1926, quando pintou o seu primeiro auto-retrato, e a sua morte em 1954, Kahlo produziu cerca de 200 imagens. A sua relação com o moralista Diego Rivera, com quem casou, constituiu o lançamento inicial da sua carreira, que no entanto se consolida pela sua força e qualidade.
Numa época de grande ebulição, em todos os sentidos, as importantes mudanças sociais e culturais não deixam de influir na vida e obra de Kahlo, que fez da sua vivência pessoal o tema principal dos seus quadros.

Sábado, Março 25, 2006

ANIMADA: Galeria de Arte Cinemática solar celebra 1º aniversário

A solar – Galeria de Arte Cinemática comemora o seu primeiro aniversário no dia 31 de Março. Para que a data não passe incólume, a Curtas Metragens CRL organizou uma série de eventos para a noite da próxima sexta-feira, em Vila do Conde.


A festa do 1º aniversário começa às 21h, no Auditório Municipal de Vila do Conde, com a inauguração da exposição de fotografia 10% de Formol, de Pedro Medeiros. As fotografias concentram-se nas imagens criadas por Medeiros para o último álbum de The Legendary Tiger Man, Masquerade. O músico sobe ao palco uma hora depois, para apresentar Masquerade ao vivo, acompanhado pela exibição de curtas-metragens de vários autores, realizadas especialmente para a edição DVD do álbum.

Às 23h30 ruma-se à solar para visitar a exposição Moving, de André Cepeda, patente até 23 de Abril. A noite termina no bar Velvet, em Vila do Conde, com um Dj set de Los Pincha (Pedro Maia, Nuno Santos e Rui Pinheiro), que descrevem a sua sonoridade como «danceteria pseudo chunga originária da ‘calle’ mexicana para as Caxinas via cosmopolitismo nova-iorquino» ou apenas «cancões de amor bate-o-pé».

Segunda-feira, Março 06, 2006

ANIMADA: Filmes vencedores no “Fantasporto”

O filme sueco "Frostbitten", de Anders Banke, um filme de vampiros passado numa cidade do Norte da Suécia, ganhou o Grande Prémio do 26º Fantasporto - Festival Internacional de Cinema do Porto. Este filme venceu a Secção Oficial de Cinema Fantástico, enquanto na Semana dos Realizadores o vencedor foi outro filme nórdico, "Adam's Apples", de Anders Thomas Jensen, da Dinamarca.

Outro dos grandes vencedores deste ano é "Animal", uma co-produção luso-francesa, falada em inglês, realizada pela francesa Roselyne Bosch e com o português Diogo Infante no papel principal.
Este filme, co-produzido por António da Cunha Telles, ganhou o Mélis de Prata, pelo que será o candidato pelo Fantasporto ao Prémio de Melhor Filme Europeu de Cinema Fantástico - o Mélis de Ouro de 2006, a atribuir em Julho, em Helsínquia.
"Animal" ganhou ainda o Prémio de Melhor Argumento na Secção Oficial de Cinema Fantástico.

Na Secção Oficial Orient Express, dedicada ao cinema oriental, os vencedores são filmes de dois grandes nomes do cinema mundial, Chan Wook Park com "Sympathy for Lady Vengeance" e Kim Ki Duk com "The Bow". O Prémio de Melhor Realização da Secção Oficial de Cinema Fantástico foi para o filme canadiano "Saints-Martyrs-des-Damnés", a primeira incursão na realização do actor Robin Aubert.
Um estudo profundo sobre a solidão e a paranóia deu a Jaume Garcia Arija, o Prémio de Melhor Actor, em "Zulo", um filme que já tem tido uma carreira internacional vencedora de diversos prémios em festivais

ANIMADA: "Crash" coroado com Óscar de melhor filme

O filme "Crash” – “Colisão" venceu o Óscar de melhor filme na 78ª edição dos Óscares de Hollywood. O realizador Ang Lee com o filme "O Segredo de Brokeback Mountain",recebeu o Óscar de melhor realizador. A estatueta para melhor actor foi para Philip Seymour Hoffman pelo papel em "Capote" e o galardão para melhor actriz foi atribuído a Reese Witherspoon pelo desempenho em "Walk The Line".

A cerimónia de entrega dos Óscares, que decorreu ontem à noite, 5 de Março, no Kodak Theatre de Los Angeles, nos Estados Unidos, distinguiu "Colisão" como o melhor filme do ano, deixando para trás o favorito "O Segredo de Brokeback Mountain". Apesar de não ter sido considerado o melhor filme, o "western gay" deu a Ang Lee o Óscar de melhor realizador.

Nomeado em seis categorias, o filme "Colisão", centrado nos problemas raciais de Los Angeles, obteve mais duas estatuetas douradas: melhor argumento original, para Paul Haggis e Bobby Moresco, e melhor montagem.
"O Segredo de Brokeback Mountain", também conquistou três estatuetas: melhor realizador, para Ang Lee; melhor argumento adaptado (Larry McMurtry e Diana Ossana); e melhor banda sonora original (Gustavo Santaolalla).
Philip Seymour Hoffman foi distinguido com o Óscar de melhor actor principal pela sua composição do escritor Truman Capote em "Capote",e Reese Witherspoon recebeu a estatueta de melhor actriz principal pela sua interpretação da cantora "country" June Carter Cash no filme "Walk the Line", sobre o cantor Johnny Cash.
George Clooney no filme "Syriana" e Rachel Weisz no filme "O Fiel Jardineiro" receberam os galardões de melhores actores secundários.
"A Marcha dos Pinguins" foi distinguido com o Óscar de melhor documentário e a longa-metragem sul-africana "Tsotsi" venceu na categoria de melhor filme estrangeiro.
Dois filmes que estavam entre os mais nomeados ficaram ausentes da lista dos vencedores: "Boa Noite e Boa Sorte", de George Clooney, sobre o combate de um jornalista contra o "McCarthysmo", nomeado em seis categorias; e "Munique", de Steven Spielberg, que tinha cinco nomeações.
Hollywood aproveitou também a 78ª edição dos Óscares para prestar homenagem ao cineasta Robert Altman, que recebeu um Óscar honorário pelo conjunto da sua obra.