Terça-feira, Janeiro 31, 2006

ANIMADA: Colectivo de portugueses na antologia das artes em computador

O vídeo, "int.16/54//son01/30x1", do colectivo Miguel Carvalhais, Pedro Tudela e Lia foi incluído no DVD The Anthology of Computer Arts, publicado com a revista The Wire do mês de Janeiro.

O vídeo é parte integrante da instalação 30x1, co-produzida com a Curtas Metragens CRL e que esteve recentemente exposta (de 10 de Setembro a 23 de Outubro do ano passado) na Solar - Galeria de Arte Cinemática, em Vila do Conde.

O DVD foi editado pelo 11th Festival Sonic Acts de Amesterdão e reúne vários artistas contemporâneos cuja obra é desenvolvida no campo das artes digitais.

Sexta-feira, Janeiro 20, 2006

"CC" Curta Cultural

Em tempos de eleições, Fundação Serralves apresenta a exposição “O Poder da Arte”, na Assembleia da Republica. Esta exposição iniciou a 12 de Janeiro e pode ser vista até 16 de Abril de 2006, no local de exposição Assembleia da Republica, Palácio de S. Bento, Lisboa.
Não se interromperá o funcionamento normal da casa, mas, mais do que uma simples exposição, fez-se uma ocupação do edifício com cerca de 80 obras.
As visitas são sempre guiadas por monitores do serviço educativo de Serralves e decorrerão de hora a hora, das 10 às 17hrs, de Terça-feira a Domingo. A operação foi preparada para acolher 40 mil visitantes, mas há condições para ampliar se o êxito ultrapassar as expectativas.

Lei da rádio aprovada

Após sucessivos adiamentos, a nova lei da Rádio está pronta. O texto final foi aprovado a semana passada em sede de Comissão de Educação, Ciência e Cultura.
As grandes novidades são a fixação de quotas minímas para a música portuguesa a oscilarem entre os 25 e os 40 por cento para os operadores privados e a estabelecerem-se no 60 por cento para o serviço público.
As percentagens estabelecidas devem ser respeitadas no chamado "prime time", horário que vai das 7 horas da manhã, às 8 horas da noite. Para efeitos de fiscalização, o cálculo da percentagem será efectuado mensalmente através das audições sobre os programas das rádios portuguesas. E caberá à entidade reguladora para a comunicação social, a fiscalização e cumprimento da lei.
A lei considera música portuguesa as composições que "veiculem a língua portuguesa ou reflictam o património cultural português, inspirando-se, nomeadamente, nas suas tradições, ambientes ou sonoridades características, seja qual for a nacionalidade dos seus autores ou intérpretes", e ainda as composições que "não veiculando a língua portuguesa por razões associadas à natureza dos géneros musicais praticados, representem uma contribuição para a cultura portuguesa".
Este regime previsto na nova lei será objecto de avaliação dois anos após a sua entrada em vigor.

Sexta-feira, Janeiro 13, 2006

ANIMADA: Ler cinema em português

A Videoteca Municipal de Lisboa começa amanhã a receber um conjunto de ciclos de cinema denominados Ler Cinema, que pretendem chamar a atenção para a 7ª arte portuguesa, e dura até Junho.

A programação LER CINEMA começa amanhã na Videoteca Municipal de Lisboa, com a película Passado e Presente de Manoel de Oliveira, às 21h30. A iniciativa dura até Junho e consiste em ciclos com a extensão de uma semana, ao ritmo de uma por mês. Na tentativa de melhor explorar o conceito ‘ler cinema’, a organização passa este ano a exibir numa «lógica de programação centrada em leituras de cinema, sendo a própria programação encarada como leitura».
A obra que ditará toda a programação do primeiro semestre de 2006 é O Nosso Caso de Regina Guimarães e Saguenail. Este trabalho desmonta, estuda e relaciona imagens do cinema português numa série de seis episódios, apresentando uma proposta de leitura do mesmo, com especial incidência no período do Cinema Novo.
Sob a questão «o que há de português no cinema português?» é objectivo final do projecto «tentar levar o público a construir as suas próprias leituras, as suas próprias programações e aproximações de filmes aparentemente distantes, numa ligação que os torna companheiros de uma mesma frase, num mesmo e gigante texto».

Lançada em 2004 na Videoteca, a iniciativa tem o «objectivo primordial de espicaçar o estudo, a vontade de conhecer e descobrir algumas das principais obras, correntes e realizadores da história do cinema e audiovisual, desde a ficção ao documentário, passando pela animação, o experimentalismo ou a videoarte».


Quinta-feira, Janeiro 12, 2006

MOLDADA: Museu do Design pode mudar de casa


Carmona Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, quer anunciar, aos 180 dias de mandato, a criação de um centro de arte contemporânea no Pavilhão de Portugal. A inclusão neste projecto do Museu do Design, instalado até aqui no centro cultural de Belém (CCB), poderá ser uma possibilidade.

O vereador do PSD para a cultura, José Amaral Lopes, declarou ao DN que a aposta da câmara de Lisboa «é o sector da cultura para a valorização da cidade, ideia que o presidente da Câmara tem reiterado várias vezes». O vereador do pelouro pretende de igual modo angariar mecenas para os projectos culturais da autarquia.

José Amaral Lopes acrescentou que pretende valorizar a Colecção Francisco Capelo, que lançou as bases para o Museu do Design no CCB, para que, futuramente, este seja integrado no centro de arte contemporânea. «Como não há nenhuma instituição portuguesa que tenha, do ponto de vista de comparação internacional, um acervo visitável no domínio da arte contemporânea, nós temos de o ajudar a construir e valorizar».

A utilização do Pavilhão de Portugal para abrigar este projecto «que irá englobar o design, a arquitectura e a arte contemporânea» é um dos objectivos principais do município.

Segunda-feira, Janeiro 09, 2006

PINTADA: Folclore Íntimo no TCA

O poeta vila-condense Valter Hugo Mãe vai ser o convidado do próximo Quintas de Leitura do Café-Teatro do teatro do Campo Alegre, no Porto, a realizar-se no dia 19 de Fevereiro.

Valter refere no seu blogue que a sessão foi pensada com o programador João Gesta e «será designada por “folclore íntimo”», título de um pequeno livro que vai estar disponível para o público em breve, e «conta exclusivamente com a leitura de textos inéditos escritos propositadamente para a ocasião».


Para além de Valter, os textos vão ser declamados por Susana Menezes e Rute Carlos, Isaque Ferreira e Pedro Lamares. O espaço vai ser decorado com a pintura da conterrânea Isabel Lhano (na imagem) e a música ficará ao cargo dos Mecanosphére (Adolfo Luxúria Canibal e Benjamin Brejon).

O evento tem início às 22h e o bilhete custa 7,50€.